(Versão
11/7/2010 04:38)
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Comece fazendo o que é necessário; depois o que é
possível
e – de repente – você estará fazendo o impossível.
(Francisco de Assis)
Estude a proposta. Se achar que
algum argumento não está certo, se tiver dúvidas ou objeções, envie-nos um
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).
Divulgue a existência da proposta
entre seus amigos e adversários, conhecidos e desconhecidos, vizinhos ou não.
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Uma providência polêmica é votar
zero em todas as eleições para prefeito, governador e presidente. A lógica é a
seguinte:
● Há dois tipos de eleições:
o proporcionais (para vereador, deputado e senador) – os critérios de apuração são complexos e não nos interessam.
o majoritárias (para prefeito, governador e presidente) – sai vencedor o candidato com maior número de votos válidos. Isto é simples e suficiente para nossos propósitos.
● Na prática, existem apenas dois tipos de voto:
o válido (que acaba sendo sinônimo de “voto útil”, caracterizado abaixo) e
o nulo (que inclui abstenções, brancos e zerados).
● O eleitor que não se
interessa por política:
o abstém-se de votar (o que é ilegal) ou
o vota
em branco (que tem o mesmo efeito prático/legal que o voto zerado ou nulo).
Não é o seu caso (se fosse, não
teria chegado a esta página).
● Quem acredita que pode mesmo existir uma pessoa (prefeito,
governador ou presidente) capaz de fazer diferença – sozinha e sem mudar o
sistema vigente – vota nesta pessoa. É o que os partidos políticos chamam “voto
útil” (para eles, de fato, é útil – porque preserva seus poderes, direitos e
privilégios, mesmo quando “perdem” a eleição para outro partido).
● Se – como parece ser seu
caso – você se interessa por política e acredita que há necessidade de mudanças
estruturais, como dar este recado? A única forma legal disponível é votando
zero (nulo). Assim você deixa claro que se interessa pelo futuro – seu e de
seus descendentes – e não está satisfeito com as opções do cardápio eleitoral.
Isso é o que fazem – há muito tempo
– comunistas revolucionários, anarquistas de carteirinha, rebeldes sem causa… e
outros grupos de pessoas com quem você não gostaria de ser confundido.
Mas é a única brecha legal
existente. Se isso incomoda, considere o seguinte: todas as pessoas (não só
aquelas às quais você tem aversão, mas você também) alimentam-se, excretam,
repousam e procriam de modo semelhante. Por que – nestes casos – a similaridade
de comportamento não incomoda?
Ora, pois, porque é uma questão de
sobrevivência – individual e da espécie! Se não obedecermos às leis naturais
estamos sujeitos a adoecer gravemente e até morrer!
Se lhe parece que votar nulo –
neste momento histórico – é algo diferente, então ainda não compreendeu o
alcance das providências sugeridas. Os sistemas econômico, social, fiscal, administrativo,
jurídico e político vigentes são antinaturais e, portanto, diretamente
responsáveis pelas condições de vida inadequada e pela morte de bilhões de
pessoas no mundo todo. Pessoas que não se alimentam corretamente, não descartam
excrementos e lixo de forma segura, vivem sob pressão (insegurança pública, miséria,
medo de perder o emprego), consomem compulsoriamente produtos nocivos à saúde
(em alimentos industrializados, no ar poluído), não recebem informação necessária
nem têm acesso a atendimento médico não podem dizer que estão obedecendo às leis
naturais!
Não interessa a controvérsia
jurídica se a nulidade de “metade dos votos mais um” anula ou não a eleição
presidencial. Um percentual elevado (e/ou crescente) de votos nulos – em
qualquer eleição – é um fato político impossível de ser ignorado e abre portas
para a discussão ampla das alternativas.
Não vejo mérito em manifestações de
rua onde pessoas saem feridas ou mortas. Não acredito que o caminho da Paz
passe pela Violência. O ato recôndito que sugiro (não peço) pode parecer pouco.
Não peço seu tempo, esforço, dinheiro, nem mesmo seu voto (por isso meu nome
não é mencionado, embora não seja segredo). De fato, é pouco, mas a História
tem ritmo próprio e não aceitará pressões.
Digamos que – em um compartimento
fechado – há um vazamento de gás inodoro e invisível, porém explosivo. Quando a
concentração de gás atingir o ponto adequado, um ato trivial realizado antes um
milhão de vezes (como acender uma lâmpada) provocará uma explosão. PENSE nisso
e…
FELIZ BRASIL NOVO!
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