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01. Página Inicial02.
Sumário 03.
Problemas 05.
A Reforma Social 06.
A Reforma Fiscal 07.
Transição do Sistema Atual para REX 08.
Detalhes do REX 09.
O Câmbio 11.
Reforma da Saúde 14.
Reforma Política 15.
[Reforma
Administrativa] 18.
Implantação 19. Desdobramentos 21. Artigos 22. Campanha 23. Contato |
A REFORMA ADMINISTRATIVA (Versão 8/6/2011 15:05) OS GOVERNANTES E A REFORMA
MONETÁRIA No organograma vigente no
Brasil o Presidente da República é a autoridade máxima do Poder Executivo. Na
prática, entretanto, depende da boa vontade do Legislativo (que costuma ser
comprada a peso de ouro) e, em menor grau, do Judiciário. Uma vez eleito, o
Presidente faz o que bem entende – não importando quais os anseios ou
necessidades dos eleitores, nem quais promessas tenha feito durante a
campanha para angariar votos. Os governantes (cabeças do Serviço
Público) são eleitos dentre os que se dedicam a aprimorar a capacidade de
encantar o público. Seus assessores imediatos (ministros, secretários
estaduais e municipais) são nomeados de forma a assegurar o apoio dos partidos
políticos integrantes da "coalisão". Nos escalões seguintes as
vagas são preenchidas por militantes partidários, de modo a assegurar aos
partidos – através da contribuição "voluntária" de seus filiados –
uma fatia maior dos orçamentos. A Reforma
Monetária cria uma arma poderosa contra o crime. Mas vemos no
cotidiano que toda arma pode ser usada contra o cidadão honesto e indefeso.
Imagine-se a hipótese absurda de um poderoso Ministro de Estado desejar
pressionar um humilde empregado que o desagradou. Usando de suas ligações
funcionais, poderá conseguir que a c/c REX do infeliz seja removida do
sistema, significando que o titular jamais existiu. Como ficaria a vida do
pobre coitado? E, se fosse descoberto, nosso poderoso governante poderia, por
exemplo, eleger-se parlamentar. Com foro privilegiado e imunidade garantida por
sua quadrilha, o canalha não só ficaria impune como ainda aumentaria seu
poder corrosivo. É claro que um fato horroroso como este só poderia ter saído
da mente doentia de algum novelista. Mas – como seguro morreu de velho –
veremos mais adiante o que se pode fazer para evitar que a vida imite a arte. O GOVERNO E AS SOCIEDADES ANÔNIMASA sociedade anônima (S/A) é uma das
vigas mestras do capitalismo (selvagem ou domesticado). Graças a esta engenhosa
criação é possível transformar os míseros recursos de grande número de
pessoas (os acionistas) em formidáveis gigantes (as empresas) capazes de
produzir obras monumentais. Os acionistas recebem, em forma de dividendos e
bonificações, parte dos lucros do empreendimento. Quanto mais inteligente o
acionista, maior a remuneração que recebe. Em uma S/A a Assembleia Geral
(reunião de todos os acionistas) elege um Conselho Diretor que estabelece os
caminhos a serem trilhados pela Empresa. Cabe também a este Conselho escolher
o Presidente e homologar os Diretores que implementarão as medidas
necessárias à consecução dos objetivos estabelecidos pelo Conselho e
aprovados em Assembleia Geral. Que acontece quando o Conselho
contrata Presidente e/ou Diretores incompetentes, ou mais interessados em
seus objetivos pessoais do que nos desejos da Assembleia Geral? A Empresa
distribui prejuízos – e não lucros – entre os acionistas. Com este resultado,
acionistas inteligentes preferem transferir seu dinheirinho para empreendimentos
mais lucrativos e a Empresa vai à falência. Comparemos a organização política
vigente no Brasil com uma S/A. A Assembleia Geral é a Sociedade, o
Eleitorado, o Povo (do rico banqueiro até o habitante de rua, do sábio
iluminado ao mais ignorante bandido), a reunião de todas as pessoas que têm
título de eleitor (recurso insuficiente para realizar o que quer que seja). O Congresso Nacional até poderia
funcionar como Conselho Diretor, mas não é assim que a banda toca. O
Presidente da República é eleito diretamente pela Assembleia Geral. Dois
fatores contribuem para que não seja a pessoa mais capacitada: a) não há livre escolha de
candidatos, que são impostos pela direção de grupos (os partidos políticos)
interessados apenas em seus objetivos pessoais e b) a maioria do eleitorado é constituída por pessoas sem preparo intelectual ou desinteressadas no desenrolar da política. Na prática, cabe ao
Presidente (e não ao Congresso) estabelecer o que é melhor para a Sociedade.
Os ministros (que corresponderiam aos diretores em uma S/A) não são
escolhidos por sua competência técnica e capacidade gerencial, mas sim pelo
número de votos que seu partido oferece ao Presidente em apoio a suas ideias
– sejam elas luminosas ou obscuras. O lucro líquido que tem sido distribuído
entre os acionistas (eleitores) é desemprego, miséria, criminalidade,
violência, corrupção, impunidade, injustiça, tributação excessiva sem
contrapartida em serviços públicos adequados, previdência social inoperante,
atendimento médico insuficiente, educação insatisfatória, juros altos… De quem é a culpa pelo insucesso do Empreendimento?
Dos governantes e seus prepostos (que defendem seus interesses pessoais com
unhas e dentes), ou dos acionistas negligentes que insistem em manter o
sistema eleitoral vigente? Por que ficamos indignados com o
resultado? É
isso que produz hospitais desaparelhados e mal administrados, médicos mal
remunerados e insatisfeitos, e pacientes que morrem por falta de atendimento.
É isso que produz aeroportos mal localizados e sobrecarregados, com pistas
curtas e escorregadias. Também é por isso que, quando o avião cai e duzentas
pessoas morrem, a culpa é sempre do piloto... O SERVIÇO PÚBLICO Quem não deseja desfrutar do
prestígio e da fortuna dos grandes jogadores de futebol? Muitas pessoas,
inclusive os próprios. Mas é preciso bem mais do que simples desejo para
chegar lá. Parece ser uma lei natural que – para ser bem sucedido em qualquer
atividade humana – é preciso ter vocação, ou seja, uma aptidão, um talento
adequado. Isso é óbvio no caso de desportistas e artistas de todos os tipos.
Nenhum dos mais renomados tornou-se vitorioso através de fraude, pistolão ou
mesmo concurso público. Iniciativas que tentam fabricar ídolos populares têm
obtido resultados pífios. Melhores desempenhos são atingidos pelos olheiros
ou descobridores de talentos. É que não se pode enganar a todos durante todo
o tempo… Se a exigência de talento é mesmo uma
lei natural, o Serviço Público não pode ser exceção. O talento básico
necessário ao desempenho desta atividade humana chama-se Serviço, que poderíamos definir como
"desejo profundamente enraizado de ser útil ao próximo", ou a
capacidade de trabalhar além do que lhe é exigido pelo regulamento sem sequer
pensar em remuneração adicional. Encontramos pessoas com este talento em
todos os ramos de atividade, notadamente entre bombeiros militares e
voluntários de todo tipo. As Forças Armadas interessam-se em desenvolver ou
acentuar esta característica, de modo que seus membros estejam dispostos a
dar a própria vida em benefício de alguma causa que um superior afirme ser
justa e digna. E, possivelmente, o exemplo mais nobre deste talento seja o da
mãe (em relação ao filho). Mas não me consta que a existência
deste talento seja sequer considerada nos concursos para provimento de cargos
públicos. Aliás, nas pesquisas de opinião publicadas, os motivos
determinantes da opção pela carreira pública no Brasil são: salário decente
pago com regularidade, pouco trabalho e ainda menos responsabilidade,
possibilidade de ascensão e – acima de tudo – garantia de estabilidade. Com
este cenário, o que selecionamos são pessoas basicamente egoístas, a antítese
do que asseguraria um bom desempenho ao Serviço Público. Não quaisquer
egoístas, porém os mais inteligentes, competitivos e culturalmente melhor
equipados. Aqueles que, uma vez empossados, saberão organizar-se para
reivindicar planos de carreira, maiores salários, melhores condições de
trabalho, benefícios adicionais, licenças especiais e redução da jornada.
Aqueles que organizam greves, não importando se crianças ficarão sem aulas,
se doentes morrerão por falta de medicação, se crimes deixarão de ser
investigados ou contabilizados por falta de registro, se acidentados perderão
benefícios previdenciários porque não foram atendidos, etc. E quando se fala em enxugar e
lubrificar a máquina governamental o espírito corporativo faz aparecer algo
parecido com um porco-espinho. Mas não sejamos vingativos. Sabemos que cada
um de nós existe com uma finalidade. Aos "maus" servidores
públicos, assim como aos criminosos, coube a ingrata tarefa de mostrar aos
cidadãos negligentes as consequências desagradáveis de não zelar por seus
interesses. Portanto, se é chegada a hora de acertar as coisas, sejamos
magnânimos. Extinguir cargos desnecessários, sim. Afastar funcionários
incompetentes e inaproveitáveis, sim. Mas jogar a quem quer que seja na rua
da amargura – NÃO! Usemos a criatividade própria do povo
brasileiro. Ofereçamos opções: mudança de repartição, reclassificação de
cargos, demissão estimulada por prêmio financeiro, aposentadoria precoce… Afinal,
no Brasil Zero km, dinheiro não é problema! PROPOSTA
1 – Colocar o Povo (Eleitorado,
Sociedade) como instância máxima do Poder – caso contrário, não será uma
DEMOCRACIA. 2 – Delegar ao Conselho Nacional
poderes para deliberar, em nome do Povo, nas questões menos relevantes ou
mais urgentes (que não exijam sufrágio universal). 3 – Dividir o Executivo em quatro
Departamentos: Chancelaria – cuida de todos os assuntos ligados ao
relacionamento do país com o resto do mundo. Abrange as funções hoje
exercidas pelo Ministério das Relações Exteriores, assume tudo o que disser
respeito ao Comércio Internacional (exportações e importações) e, como as
Forças Armadas têm o papel de defender o país contra agressões externas,
parece mais adequado que o Ministério da Defesa esteja vinculado à
Chancelaria. Gestoria – responsável pela coordenação interestadual,
administração operacional e financeira dos setores públicos afetos a
ministérios civis. Inspetoria – sua atribuição é descobrir a Verdade. Para isso fiscaliza
o comportamento de TODOS os cidadãos, exercendo as funções hoje
desempenhadas por Agências Fiscalizadoras, Controladorias, Ministério
Público, Polícias, Tribunais de Contas, etc. O Inspetor Nacional pode
investigar qualquer membro do Serviço Público. Também tem poderes para
investigar e processar membros do Conselho Nacional (que não precisam de
imunidade). A Inspetoria Científica daria suporte técnico e científico a
todos os trabalhos de investigação, enquanto a Inspetoria Operacional
executaria ações de campo que exigissem uso de força. À Inspetoria
Especializada estariam subordinados Agências Fiscalizadoras, Controladorias,
Ministério Público, Polícias, Tribunais de Contas, etc. Magistratura – o Magistrado Nacional administra os Tribunais
Populares. Qualquer tribunal pode julgar e punir membros do Conselho
Nacional, bem como dos demais Departamentos do Serviço Público. Ao Conselho
Nacional competiria afastar o Executivo Nacional (inclusive Inspetor
Nacional) enquanto submetido a investigação ou processo, decidindo sobre sua
reintegração se julgado inocente. Os titulares destes
Departamentos poderiam ser selecionados pelo Conselho dentre voluntários
aprovados em concurso público de provas de conhecimentos e títulos, exame
psicotécnico e entrevista pessoal. Seus salários seriam da ordem de centenas
de milhares de reais mensais, porém responderiam pessoalmente por erros e
omissões que causassem danos. Não haveria imunidade nem foro privilegiado. Os
mandatos seriam de dois anos, prorrogáveis enquanto o índice de aprovação
popular do mandatário estivesse acima dos 40%. 4 – Os estados teriam uma
estrutura similar à União. A Opinião Pública (do estado) indicaria os membros
do Conselho Estadual (substituto da Assembléia Legislativa) a quem competiria
contratar o Governador. As funções de Polícia e Justiça seriam prerrogativas
da União, razão pela qual não haveria Inspetor Estadual ou Magistrado
Estadual. 5 – Os municípios teriam
uma estrutura similar aos estados. A Opinião Pública (do município)
escolheria os membros do Conselho Municipal (substituto da Câmara de
Vereadores) a quem caberia contratar o
Prefeito. OBSERVAÇÃO
Há, no organograma acima,
uma peculiaridade que pode causar repugnância a peritos em Organização & Métodos:
o Povo tanto ocupa a cabeça do organograma quanto, implicitamente, o pé. Esta estrutura funciona
muito bem – e democraticamente – nas igrejas batistas onde o poder maior
pertence à Assembléia Geral (composta por todos os Membros da Igreja). Ao Conselho
Diretor (formado por membros livremente eleitos pela Assembléia Geral)
compete tomar decisões de rotina ad
referendum da Assembléia Geral. O Poder Executivo é exercido pelo Pastor
que administra os diversos Ministérios (ou Departamentos). Assim, embora o
Pastor tenha autoridade (delegada) sobre cada membro individual da igreja,
está subordinado aos colegiados Conselho Diretor e Assembleia Geral. BENEFÍCIOS ESPERADOS
● A forma de contratação dos principais executivos (seleção por
um Conselho e mandatos curtos) permitiria melhoria substancial no desempenho
da máquina pública. ● Além disso, a ausência de imunidade e foro privilegiado
dissiparia quaisquer maus pensamentos dos ocupantes de cargos públicos. ● A montagem das equipes de serviço público de forma similar à
adotada em grandes empresas fará com que o Serviço Público seja mais servidor
e menos opressor da Sociedade. |