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01. Página Inicial02.
Sumário 03.
Problemas 05.
A Reforma Social 06.
A Reforma Fiscal 07.
Transição do Sistema Atual para REX 08.
Detalhes do REX 09.
O Câmbio 10.
[Comércio
Exterior] 11.
Reforma da Saúde 14.
Reforma Política 18.
Implantação 19. Desdobramentos 21. Artigos 22. Campanha 23. Contato |
COMÉRCIO EXTERIOR (Versão
8/6/2011 10:48) UM
POUCO DE HISTÓRIA O escambo (ou troca direta de
mercadorias) foi a primeira forma de comércio entre seres humanos. As partes
estabeleciam, de comum acordo, a relação entre os valores das mercadorias. A
invenção da moeda simplificou as transações entre indivíduos, mas não
responde de forma adequada às seguintes perguntas: ● Quem pode cunhar moedas? A
resposta tem sido: o rei, a coroa, o governo do país. Mas, e nas transações
internacionais? ● Quantas moedas podem (ou
devem) ser mantidas em circulação, já que poucas moedas dificultam transações
de pequeno valor e moedas demais têm um elevado custo de manutenção e
administração? ● No caso de transações
internacionais, como estabelecer a relação entre os valores das moedas (a
taxa de câmbio)? O primeiro critério para determinar a equivalência
entre moedas baseou-se na quantidade de ouro em poder de cada país – o
chamado padrão ouro. Um defeito deste
critério é depender de um produto que nada tem a ver com a economia; se a
economia precisa expandir-se (para gerar mais empregos), é necessário
aumentar as reservas de ouro do país, o que nem sempre é praticável. Outro
defeito é o chamado ajuste assimétrico: economias em expansão importam mais
do que exportam, o que as coloca em posição deficitária (no vermelho). Os
mecanismos de controle deste efeito indesejável envolvem redução forçada nas
importações (o que dificulta o crescimento), mas não obrigam países
superavitários (que exportam mais do que importam) a aumentar suas
importações; daí a assimetria. O
padrão ouro foi abandonado antes de 1930.
O segundo método a ser cogitado para determinar a
equivalência entre moedas, conhecido como desvalorização competitiva, dá a
cada país liberdade de fixar as taxas de câmbio adequadas a cada conjuntura.
O defeito é que economias em depressão desvalorizam sua moeda para aumentar
as exportações e reduzir as importações, transferindo a miséria interna para
seus parceiros. Se estes estiverem em situação de igual penúria, também
desvalorizam suas moedas. Depois de algumas rodadas de desvalorizações a
eficácia do controle diminui e a solução é partir para a guerra.
Em julho de 1944 reuniram-se em Bretton Woods
representantes de 44 países, inclusive o Brasil, para estabelecer regras de
comércio internacional que assegurassem o pleno emprego e a prosperidade
sustentada de todos os países. Duas propostas foram discutidas nesta
conferência:
● Proposta britânica, defendida pelo eminente
economista John Maynard Keynes: seria criada uma Câmara de Compensação
Internacional (CCI) encarregada de efetivar todas as transferências de
dinheiro entre Bancos Centrais dos países signatários. Dentro dela – e apenas
dentro dela – circularia uma moeda escritural (chamada bancor)
que seria o padrão monetário internacional. A CCI poderia emitir ou recolher bancor sem perigo de gerar
inflação ou recessão, uma vez que a moeda não circularia em nenhuma economia
produtiva. Outra função importante da CCI seria promover o equilíbrio dos
saldos comerciais dos países. Se um país exportasse muito mais do que
importasse, acumulando riqueza, estaria certamente empobrecendo outros países
que importassem mais do que exportassem. O país superavitário pagaria multas
(em bancor) que reverteriam em favor dos países deficitários.
● Proposta norte-americana, defendida por
Harry Dexter White: criar um Fundo Monetário Internacional que receberia
contribuições dos países membros e, com este dinheiro, ajudaria os países em
dificuldades. O dólar americano seria o padrão monetário internacional. O FMI
não teria meios para coagir países superavitários a ajudar os deficitários.
Saiu vencedora a proposta White, menos por seus
méritos do que pelo peso político dos EUA. O resultado é que, no início dos
anos 70, o Acordo de Bretton Woods foi sendo abandonado por todos os
países, a começar pelos EUA. E, assim, cada país estabelece livremente a taxa
de câmbio que convém a seus interesses, sem nenhum controle internacional que
assegure a boa ordem do comércio.
A partir de março de 1973 têm sido realizadas reuniões de chefes de governo dos principais países desenvolvidos (o chamado G7) com o objetivo de encontrar uma forma de gerenciamento do comércio internacional menos dependente do bom senso dos governantes. Seria a Terceira Via (Third Way). PROPOSTA A globalização da PBZk ressuscitaria os pontos
principais do plano Keynes, a saber:
1 – A CCI estabeleceria o montante de bancor a ser
utilizado na economia mundial, bem como sua distribuição inicial entre os
diversos países.
2 – De forma análoga ao estabelecido na Reforma
Social os países seriam divididos em três categorias (A, B e C) conforme seu
saldo em bancor na CCI.
3 – Os países da categoria A assegurariam, através
do Fundo Social Internacional, que nenhum país membro ficasse sem o mínimo
necessário ao funcionamento de sua economia.
EFEITOS I – Como as transações internacionais serão feitas
em bancor, a taxa de câmbio perderá relevância (na verdade, as transações
internacionais voltarão a ser feitas pelo método do escambo).
II – Uma vez que a taxa de câmbio perca relevância,
não importa a quantidade de moeda circulando na economia interna de cada
país; isto restitui a soberania interna às nações.
III – Os países que não se comportarem adequadamente
poderão ficar efetivamente impedidos de comprar ou vender, o que funcionará
como dissuasão ao início de conflitos armados.
EXEMPLO Digamos que os países do Mercosul decidam implantar
simultaneamente a Proposta Brasil Zero km. Digamos que a moeda comum seja
chamada de latino (L$). Digamos que a soma das reservas dos países
componentes seja de US$ 300 bilhões. Tendo sido acordado que cada país
receberá tantos L$ quantos US$ tenha, fica o meio circulante inicial do
Mercosul fixado em L$ 300 bilhões.
Uma vez que – do ponto de
vista interno de cada país – o latino é “moeda estrangeira”, as regras para
conversão de pesos (guaranis, ou reais) em L$ são as mesmas definidas na
página O Câmbio de Moeda Estrangeira.
Portanto os L$ são adicionados aos US$ para o fim de calcular a cotação, e
cada L$ valerá US$ 1,00. Desta maneira, o poder de compra de
cada país do bloco fica duplicado: dólares serão usados apenas nas transações
com países fora do bloco (Europa, EUA, etc.); a metade em L$ será usada
apenas nas transações entre países integrantes do bloco. |