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01. Página Inicial02.
Sumário 03.
Problemas 05.
A Reforma Social 06.
[A
Reforma Fiscal] 07.
Transição do Sistema Atual para REX 08.
Detalhes do REX 09.
O Câmbio 11.
Reforma da Saúde 14.
Reforma Política 18.
Implantação 19. Desdobramentos 21. Artigos 22. Campanha |
A REFORMA FISCAL (Versão 8/6/2011 09:03) PRÉ-REQUISITOS Para bem compreender como
funcionará o esquema de arrecadação de impostos, é preciso familiarizar-se
com as reformas monetária e social. Se você já cumpriu este pré-requisito,
pode pular para o parágrafo INTRODUÇÃO mais abaixo. Se não, continue lendo.
Segue-se um breve resumo dos pontos essenciais. Reforma MonetáriaÉ a ideia mãe de toda a Proposta
Brasil Zero km. Substitui o dinheiro vivo por um Registro Eletrônico de
Transações (o REX). Cada pessoa (física ou jurídica) terá uma conta-corrente
(a c/c REX) onde guardará seu dinheiro virtual. A conta poderá ser
movimentada através de cheques, cartões, Internet, telefones, etc. Reforma SocialGraças a ela TODOS os brasileiros
poderão contar com uma renda mensal mínima de R$ 500,00 (ou quantia
equivalente, desde que suficiente para cobrir os gastos individuais
com alimentação, vestuário, habitação, saúde e educação). INTRODUÇÃO
Como todo chefe de família
o Governo precisa de dinheiro para pagar os salários dos servidores públicos,
construir e manter estradas, portos e aeroportos, etc. No Brasil este
dinheiro provém de mais de uma centena de fontes diferentes, cada uma delas
penalizando: ● um rendimento
(IR), ● uma transação
(ICMS, IOF, ITBI, CIDE), ● a produção (IPI,
CSLL) ou ● um bem (IPVA,
IPTU, ITR). Além destas há as que
beneficiam algum setor privilegiado (Marinha Mercante, Diretoria de Portos e
Costas, FNDE, FUNRURAL, INCRA, SEBRAE, SENAC, SENAT, SENAI, SENAR, SESI,
SESC, SESCOOP, SEST, FAAP, CONDECINE, FGTS, COFINS…). Administrar esta grande
quantidade de tributos é complicado e custa caro, tanto ao Governo (que
precisa de órgãos fiscalizadores, suscetíveis à corrupção) quanto às Empresas
(que precisam de mais pessoal para calcular e pagar – ou sonegar – os valores
devidos). No total, a carga tributária (soma de todos os impostos, taxas e
contribuições) chega aos 40% do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de
todas as riquezas produzidas pelo país). Além de ser excessiva, a
tributação é mais pesada sobre quem ganha menos. Isto porque o valor da
maioria dos impostos incide sobre o valor de transações, não importando qual
o poder aquisitivo do comprador (sobre quem recai o ônus). Assim,
R$ 100,00 de impostos representam 10% para quem ganha R$ 1.000,00;
porém – para quem ganha R$ 10.000,00 – são apenas 1%. Esta condição de
desigualdade matemática é agravada pelo fato de que – para um pobre – os
R$ 100,00 seriam usados na satisfação de alguma necessidade básica,
enquanto – para o rico – significaria a renúncia a algo supérfluo. O pior de tudo é que esta
exorbitância de dinheiro não assegura aos contribuintes a prestação adequada
de serviços públicos. Mas isso será corrigido pela Reforma
Administrativa. Aqui o foco é definir como e quanto arrecadar em
impostos.
PROPOSTA
● Aumentar os meios de
pagamento para cerca de doze trilhões de reais (detalhes de como e por que na
página Transição do Sistema Atual para REX). ● Substituir todos os
impostos, taxas e contribuições (federais, estaduais e municipais) por apenas
três impostos (IF = Imposto
Federal, IE = Imposto Estadual e IM = Imposto Municipal) e uma Contribuição Social (CS). OS IMPOSTOS
Haveria uma só alíquota para todas as categorias de contas REX, calculada da seguinte maneira: ● O Governo
(federal, estadual ou municipal) negociaria com a Sociedade (nos níveis
respectivos) o valor da Receita (REC) necessário para custeio da Máquina de
Governo. ● A Base
Tributável (BT)seria a riqueza
depositada em todas as contas de residentes no país (IF), em cada estado (IE)
ou município (IM). ● A relação entre Receita e Base
Tributável seria a alíquota (% = RC / BT).
Assim, o total dos três impostos para os moradores de Curitiba (PR) poderia
ser diferente do total dos três impostos para os moradores de Exu (PE) porque
as necessidades dos estados e municípios seriam diferentes. Os Impostos seriam retirados das
contas diariamente. Se um contribuinte mudasse de município ou estado, sua
contribuição seria automaticamente recalculada e depositada na c/c do estado
e do município corretos. A CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Haveria apenas uma
alíquota, unificada a nível federal (independente de município). Seu valor
dependeria da quantidade de contas da categoria C
no país, da riqueza já disponível em seu poder e dos valores fixados para os
Níveis de Abastança e Sobrevivência. Quanto maior o Nível de Abastança, menor
o número de contribuintes (maior a alíquota). AS EMPRESAS
Seria desejável que todas as
empresas (indústria, comércio, serviços, bancos) fossem isentas tanto de
Impostos quanto de Contribuição Social. Isto permitiria reduzir custos e
preços, aumentando o poder de compra dos salários (que não serão alterados
pela transição para o REX). Mas também abriria uma brecha:
titulares de contas A e B “esconderiam” sua riqueza em empresas de
fachada, prejudicando contribuintes honestos. Para manter a simplicidade do
sistema sem perda conceitual relevante, contas de empresas também serão
enquadradas como B ou A, de acordo – unicamente – com seu saldo de
caixa (ativos imobilizados, contas a pagar ou receber, etc. não são
considerados para fim de tributação). BENEFÍCIOS DA
REFORMA FISCAL
● Simplicidade: nada de
isenções casuísticas ou regimes tributários diferenciados. ● Fim da tributação
excessiva. ● Maior equidade na
distribuição do peso dos impostos. ● Fim da sonegação fiscal. ● Menos burocracia: nada de
declaração anual de ajuste ou isento, restituição, formulários, etc. ● Proibição de governantes
contraírem novos empréstimos. ● Maior autonomia para estados
e municípios. ● Transparência absoluta:
suponhamos que o seu município arrecada R$ 300.000,00 mensais e que você
contribui com R$ 3,00 todo mês. Se o prefeito propuser construir uma
fonte na praça principal ao custo de R$ 10.000,00 (1/30 do orçamento
mensal da prefeitura), você precisará contribuir com R$ 0,10 (1/30 da
sua contribuição normal). O mesmo raciocínio vale para a compra de aviões de caça
ou para a construção de um palácio para sediar o Governo do Estado. TEMAS PARA
REFLEXÃO
Tributaristas que acreditam que os
impostos devem servir não só como fonte de receita para o Governo, mas também
como instrumento para redução da desigualdade, reclamarão da excessiva
simplicidade do esquema proposto. Exigirão alguma forma de progressão
(alíquotas maiores para os saldos maiores). De fato, a única preocupação foi
prover o Governo com os meios para execução de suas tarefas – com um custo
mínimo de arrecadação. Mas aplicar progressão a estes impostos pode ser uma
armadilha. Considere: quem tiver algum dinheiro excedente não vai deixá-lo
parado no REX, e sim entregá-lo a bancos de investimento – que, por
concentrarem o dinheiro “ocioso”, são os maiores contribuintes. Como os
impostos são calculados sobre o saldo total da (única) conta do banco, o
dinheiro da classe média (que está no banco) será tão penalizado quanto o dos
ricos. A inovação essencial desta forma
de tributação é que os tributos passam a ser calculados sobre o total de
dinheiro em circulação no país (que fica, basicamente, estável). Desta forma
o Governo sempre terá o necessário para executar as atividades autorizadas
pela Sociedade, independendo do nível de atividade econômica existente no
país. Como os tributos são debitados
diariamente, e calculados sobre o saldo de cada conta, também se pode dizer
que a base de cálculo é o saldo médio (semanal, mensal, anual) das c/c REX. O sistema de três tributos, um
para cada esfera de competência, dará maior autonomia administrativa a
estados e municípios. Por outro lado, evidenciará municípios que não têm Base
Tributável suficiente para suprir os desejos/necessidades do prefeito. Três
linhas de ação podem ser adotadas: ● Anexar o município
deficitário a município vizinho que tenha condições financeiras para tanto. ● Deixar que os munícipes se
organizem (através de contribuições voluntárias) de forma a manter sua
autonomia política. ● Criar um Fundo (Estadual?)
de Apoio a Municípios no mesmo espírito da Contribuição Social: municípios
cujas c/c REX pertencessem à categoria A
(com menor alíquota de IM) contribuiriam para facilitar o desenvolvimento
daqueles cuja alíquota de IM fosse absurdamente elevada. Poder-se-ia instituir uma
Indenização Social a ser cobrada de setores específicos. Exemplo: Estando a Opinião Pública (e não o
Ministro da Saúde) convencida de que o uso de determinado produto (tabaco,
álcool, refrigerantes, gordura trans, carne vermelha…) acarreta doenças
graves que – através do Fundo de Saúde (veja A
Reforma da Saúde) – oneram a Sociedade, cobrar-se-ia dos fabricantes
destes produtos uma quantia equivalente, rateada de acordo com a produção de
cada indústria legalmente estabelecida. Parece bom, mas surgiriam
“indústrias” ilegais oferecendo os produtos a preços inferiores – como
acontece hoje em dia! Embora os Impostos tenham sido
criados para abastecer o Governo com os meios necessários, o IF também pode
ser, eventualmente, usado como instrumento de controle da quantidade de
dinheiro em circulação. Parte do dinheiro recolhido da população poderia
retornar à “caixinha” do abono, por exemplo (veja página Transição do Sistema Atual
para REX). Desde 1990 o professor de Economia
Dr. Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque (http://www.marcoscintra.org) defende
a criação de um imposto único a ser cobrado sobre as movimentações
financeiras de maior porte (seria fixado um nível abaixo do qual haveria
isenção). Nas transações acima deste nível cobrar-se-ia, de cada parte
envolvida, um percentual a ser estabelecido de acordo com as necessidades de
caixa do Governo e o tamanho do PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todos
os bens e serviços produzidos no país). Este percentual era de 1% em 1990; em
2010 seria 2,8%. Funcionaria assim: se eu transferisse mil reais para você,
eu seria debitado em R$ 1.028,00, mas você receberia apenas
R$ 972,00. O Governo ficaria com a diferença de R$ 56,00. Argumentos em defesa desta modalidade
de tributação: ● Mais simples
que o sistema vigente. ● A
arrecadação do IU cobriria 77% da carga tributária atual, não incluídos aqui
a contribuição previdenciária, os encargos trabalhistas, nem as taxas (que
são contraprestação de serviços). ● A cobrança
automática quase extinguiria a sonegação. Setores empresariais têm resistido à
sua implantação pelos seguintes motivos: ● Para
livrar-se da taxação poder-se-ia dividir uma transação em várias
movimentações menores que ficassem abaixo do limite de tributação. ● Se incidisse
sobre transações do mercado de capitais, inviabilizaria o funcionamento das
Bolsas de Valores. Se essas transações fossem isentas, abrir-se-ia mais uma
brecha para sonegação. ● Cumulatividade:
transferências de fundos necessárias à produção de produtos complexos seriam
taxadas várias vezes, gerando o "efeito cascata". ● Falta de
transparência: uma vez que o PIB é um número estabelecido por órgãos
governamentais, haveria ampla margem para manipulação do percentual. O sistema fiscal aqui proposto (IF,
IE e IM) tem as seguintes vantagens: ● Máxima
simplicidade: o desconto é feito apenas uma vez por dia, e não a cada
transação. ● Engloba
também as taxas universais (tirar carteira de identidade ou certidão de
nascimento, por exemplo) e poderia incluir alguns serviços locais (quem sabe
se o transporte gratuito em ônibus confortáveis poderia ser parte da solução
do problema de trânsito em São Paulo?). ● Total
impossibilidade de sonegação, uma vez que todas as contas (das categorias A,
B e C) seriam taxadas – excetuando-se apenas as contas do Governo. ● Não haveria
o "efeito cascata", porque a tributação seria sobre o saldo médio
de cada conta. ● Não
influiria nas operações das Bolsas de Valores. ● Transparência
total: o contribuinte saberia quantos reais e centavos precisaria desembolsar
para custear cada despesa ou investimento governamental. |