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01.
Página Inicial
02.
Sumário 03.
Problemas 04.
[A
Reforma Monetária] 05.
A Reforma Social 06.
A Reforma Fiscal 07.
Transição do Sistema Atual para REX 08.
Detalhes do REX 09.
O Câmbio 11.
Reforma da Saúde 14.
Reforma Política 18.
Implantação 19. Desdobramentos 21. Artigos 22. Campanha 23.
Contato |
A REFORMA MONETÁRIA (Versão 7/6/2011 16:02) UM POUCO DE HISTÓRIAA princípio, mercadorias eram
trocadas diretamente, no sistema conhecido como escambo.
Depois foram adotados padrões de troca diversos como sal, conchas, cacau,
café, cabeças de gado, etc. As primeiras moedas metálicas surgiram no século
VII a.C. na Lídia (hoje Turquia). A necessidade de guardar as moedas em
segurança deu origem aos bancos e os recibos de depósito das moedas foram as
primeiras cédulas de papel. Chegamos à era do computador e das
comunicações. É hora de criar um sistema de trocas adequado ao momento atual. PROPOSTASubstituir os meios de pagamento (cédulas, moedas metálicas e escriturais)
por Registro Eletrônico de Transações (o REX). Haveria uma rede nacional de
computadores, controlada pelo Banco Central. Cada pessoa (física ou jurídica)
teria uma conta-corrente (a c/c REX), uma espécie de carteira onde guardar
seu dinheiro virtual. Cidadãos brasileiros teriam contas permanentes (abertas
por ocasião do nascimento e encerradas apenas por motivo de óbito). Já os
estrangeiros (turistas e membros do corpo diplomático) disporiam de contas
intermitentes – ativadas no momento de seu ingresso no país por via legal, e
bloqueadas ao término do visto de permanência. As c/c REX seriam movimentadas
usando-se cheques, cartões, terminais específicos, Internet e telefones
(inclusive fixos e públicos). Chamo a sua atenção para o fato de que a única
transação possível seria a transferência de fundos. Não haveria como realizar
depósitos ou retiradas. Isto sugere que a quantidade total de dinheiro
circulando no país seria fixa, tornando obsoleto o conceito de inflação.
Voltaremos ao assunto nos capítulos destinados à Transição
do Sistema Atual para REX e ao Câmbio. Cada transação incluiria: ● Data e Hora ● Número da Conta Pagadora ● Número da Conta Recebedora ● Valor Transferido e ● Código da Transação – um número que permita identificar a natureza
do negócio: salário, compra e venda, doação, imposto, multa, investimento,
etc. Poderia ser semelhante ao código de profissões e ocupações usado pela
Receita Federal na declaração de ajuste do IR. Para abrir conta no sistema cada pessoa
física forneceria nome, endereço residencial, data de nascimento, filiação,
etc. A Polícia teria acesso – privilegiado, porém restrito – ao REX: apenas
para bloquear c/c de suspeitos, obter seu endereço e desbloquear contas que
tivesse bloqueado. Efeitos
sobre a criminalidade
Há três
categorias de crime doloso: ● Irracionais: crimes passionais, estupros, pedofilia,
assassinatos em série, causados por transtorno mental, etc. O combate a este
tipo de delito compete à psiquiatria e foge ao escopo desta proposta. ● De Exploração: quando o criminoso vale-se da condição de
necessidade da vítima (prostituição de menores, exploração da mão de obra
infantil, trabalho escravo, pedofilia, etc.). Estas modalidades são
combatidas, principalmente, pela Reforma Social. ● Patrimoniais: aqueles em que o interesse do delinquente é
auferir lucro financeiro (roubo, assalto, seqüestro, estelionato, fraude,
corrupção, sonegação fiscal, etc.). Nesta
última categoria, a investigação é dificultada pelo fato de que – em algum
momento – o produto do crime pode ser convertido em dinheiro vivo. No REX,
embora o dinheiro seja virtual (portanto invisível), as transações deixam
rastro indelével, tornando difícil acobertar o delito. Exemplos: ● Batedor de carteiras, punguista, cortadeira. Pessoas que usam de habilidade para furtar
carteiras e dinheiro de bolsos e bolsas. Terão que mudar de ofício, porque
ninguém mais carregará dinheiro. ● Trombadinha, pivete. Meliantes
que ameaçam ou agridem pessoas para roubar objetos de valor (câmeras,
filmadoras, jóias…) ou de uso pessoal (tênis de marca). Não desaparecerão
imediatamente. Mas à medida que se derem conta da possibilidade de ter renda
garantida (vide Reforma Social), sem expor-se à
repressão policial, seu número será progressivamente reduzido. ● Ladrão (carros, eletrodomésticos, tudo que tenha número
de série). Sempre que o bem mudasse de mãos legalmente,
bastaria um telefonema para transferir a propriedade. Quem estivesse na posse
de algo que não lhe pertencesse seria ladrão ou receptador. Este sistema de
controle pode ser implantado desde já pela iniciativa privada (usando a
Internet). Cobrar-se-ia, digamos, R$ 1,00 pela inscrição do item no
cadastro, mudança de propriedade ou destruição. Quem se habilita? ● Assalto,
sequestro, extorsão, estelionato.
O agressor induz ou obriga a vítima a transferir o
saldo de sua c/c REX. Antes que ele vire a esquina, a vítima faz um segundo
telefonema — agora para a Polícia. O criminoso tem a conta bloqueada, é
identificado, localizado e preso. ● Latrocínio.
Assaltante esperto não deixa vítima viver para
acionar a Polícia. Mas, assim que alguém der por falta da vítima, a primeira
coisa a investigar é: qual a última transação financeira? ● Tráfico (de drogas, armas, pessoas,
animais), corrupção e outras formas de crime organizado. Prende-se em flagrante uma pessoa vendendo
contrabando ou drogas. Analisando-se sua movimentação financeira, as pessoas
de quem recebeu dinheiro são investigadas como usuários ou receptadores e aquelas
para quem o preso tem dado dinheiro são suspeitas de serem distribuidores. Em
questão de minutos um programa que usasse as informações padronizadas do REX
desenharia a possível estrutura da quadrilha, que poderia ser editada pelo
Serviço de Inteligência. Benefícios
da Reforma Monetária
● Teremos uma ferramenta extremamente poderosa para
reprimir os delitos patrimoniais, inviabilizando a formação de quadrilhas e
reduzindo a violência oriunda das disputas entre quadrilhas e forças
policiais. ● Tornar-se-á muito difícil a permanência entre nós
de pessoas indesejáveis (criminosos de guerra, chefes mafiosos, assaltantes
de trens pagadores, líderes de cartéis de drogas), uma vez que não terão como
usar “dinheiro brasileiro" . (Obs.) ● A redução
nos gastos com medidas de segurança (equipamentos de vigilância e localização
de veículos, guardas armadas, apólices de seguro…) permitirão baixar os
custos de produção e transporte de mercadorias. Estes custos situam-se entre
12% a 15% do faturamento anual das empresas, embora haja empresas onde o
percentual chegue a 17%.
TEMAS PARA REFLEXÃO
Toda mudança produz insegurança e
receio de perda. Para muitas pessoas a mudança da moeda física para moeda
virtual pode parecer chocante, absurda, inviável e perigosa. No entanto, ela
é consequência lógica e inevitável da evolução humana. Se não, vejamos: Como se vê no Histórico acima as
primeiras trocas eram feitas diretamente: “ – Quer trocar sua lança por meu
casaco de pele?” Em seguida passou-se a usar algo
(sal, conchas, café, etc.) como moeda de troca. Dava-se a lança em troca de
três punhados de sal; mais tarde podia-se trocar dois punhados de sal por um
casaco e ainda ficar com troco. Note-se que a moeda de troca ainda era algo
com utilidade intrínseca. Já as moedas metálicas não tinham
utilidade intrínseca, não dissolviam em água como o sal, não precisavam ser
alimentadas como os bois nem eram encontradas na beira da praia como as
conchas. Para nós, hoje, parece uma evolução óbvia. Mas duvido que a novidade
tenha sido aceita sem desconfiança. Porque agora quem tivesse os meios para
fabricar e cunhar as moedas era, potencialmente, o dono de tudo. E o Rei o
era, de fato. A invenção do banco como guardião
de moedas deve ter sido bem recebida, num período em que a segurança pública
era quase tão inexistente quanto hoje. Já o livre curso dos recibos de
depósitos bancários como moeda não deve ter acontecido do dia para a noite.
Pode ter sido semelhante ao cheque pré-datado: juridicamente falando, é um
cheque e vence contra apresentação, não importa qual data tenha sido
especificada; mas o uso comercial tornou-o aceitável, pela praticidade. Somente hoje, sessenta anos depois
da invenção do computador, dispomos de recursos tecnológicos para
processamento e transmissão de dados suficientes para o volume de negócios de
um país do tamanho do Brasil. Ao mesmo tempo, temos urgente necessidade de
combater a criminalidade motivada pelo acúmulo ilimitado de dinheiro físico.
Qual remédio poderia ser melhor que a extinção do objeto de cobiça? Fazendo um exercício de
extrapolação histórica, poder-se-ia argumentar que a rota evolutiva da
humanidade passou/passa/passará pelos seguintes pontos: 1 – O homem primitivo não tinha o conceito de posse,
logo não precisava de moedas. 2 – Ao desenvolver a idéia de posse, surgiu o comércio
ou intercâmbio (através do escambo). 3 – A moeda física foi inventada e evoluiu de modo a
satisfazer as necessidades comerciais do momento histórico. 4 – No início do século XXI passou-se a usar o dinheiro
virtual por questões ligadas à segurança. 5 – Com o tempo, a ausência da moeda física fez os
humanos reduzirem seu apetite por coisas materiais (o que os olhos não
vêem...). 6 – Os problemas de sobrevivência no planeta
contribuíram para substituir a idéia de posse individual pelo
compartilhamento, tornando a moeda virtual desnecessária (fim do comércio). O que nos
traz de volta ao passo 1: sem conceito de posse, sem comércio, sem
necessidade de moeda, porém um nível acima na escala evolutiva (conscientes da
unidade intrínseca de toda a Criação, ou Fraternidade Universal). Para quem gosta, ler o Apocalipse de São João
(13,16-17): [16] E fez que a todos,
pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um
sinal na mão direita, ou na fronte, [17]
para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal,
ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Ora, o
livro da Revelação baseia-se em visões do profeta. Como um homem simples, de
dois mil anos atrás, entenderia o gesto de uma pessoa colocando o polegar da
mão direita num leitor de impressão digital? Como interpretaria o ato de
encostar a fronte num equipamento capaz de identificar a pessoa pelo desenho
da íris ocular? E o “número de seu nome” não poderia ser uma senha, digitada
num teclado numérico reduzido? Na
trilogia Conversando com Deus (Neale Donald Walsch, Livro II, capítulo 18) descreve-se
um sistema econômico semelhante ao aqui proposto. Então sossegue:
a substituição do dinheiro vivo pelo REX não será uma grande mudança para
quem tem conta bancária. E será muito importante para quem, apesar de honesto
e trabalhador, não é bem visto pelos bancos. |