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01. Página Inicial02.
Sumário 03.
Problemas 05.
A Reforma Social 06.
A Reforma Fiscal 07.
Transição do Sistema Atual para REX 08.
Detalhes do REX 09.
O Câmbio 11.
Reforma da Saúde 14.
[Reforma
Política] 18.
Implantação 19. Desdobramentos 21. Artigos 22. Campanha 23. Contato |
A REFORMA POLÍTICA (Versão 8/6/2011 14:41) UM POUCO DE
HISTÓRIA
Democracia vem do grego demos (= povo) + kratós
(= autoridade). Nasceu na Grécia quinhentos anos antes de Cristo. Os cidadãos
reuniam-se em praça pública para deliberar sobre os assuntos de interesse da
comunidade. Mulheres, menores, escravos e estrangeiros não podiam votar e o
voto não era obrigatório. Parece que funcionava a contento. Mas à medida que
as populações cresciam, diminuía a frequência às reuniões. Surgiram pessoas
dispostas a fazer – em troca de pagamento – o que a população não queria:
tomar decisões. Estas pessoas foram chamadas tiranos. O aumento de poder dos tiranos
levou-os a organizar grupos armados (a polícia) que assegurassem a
implantação de suas decisões, nem sempre voltadas para o bem-estar da
população. Quando a polícia ficou grande o suficiente para desafiar outros
tiranos, surgiu a figura do rei: além de ministrar a justiça, nomeava seu
substituto, normalmente o filho mais velho. A democracia representativa,
apresentada por Montesquieu em 1748, foi adotada pelos EUA em 1776, pela
França na última década do século XVIII e pelo Brasil em 1891. Já os partidos políticos – definidos
como "grupo organizado com o fim de possuir e exercer o Poder” –
surgiram na Europa no século XIX. Embora cada partido pareça defender uma
linha de pensamento e/ou de ação, ao conquistar o poder todos se rendem ao
pragmatismo: o importante é assegurar o domínio do seu grupo pelo maior tempo
possível. Não há como evitar isso, é da natureza deles… INTRODUÇÃO
No Brasil a evolução da
política partidária não tem sido muito edificante. ● Generalizou-se a prática
da compra e venda de votos, ostensiva ou disfarçada. ● Observa-se que grande número de pessoas que respondem a processos judiciais conseguem filiar-se a partidos políticos e ocupar cargos eletivos no evidente intuito de beneficiar-se da imunidade parlamentar (também conhecida como impunidade pra lamentar). ● Adotou-se como regra o
logro político (candidatos prometem o que o eleitor quer ouvir; uma vez
eleito, o político faz o que lhe convém). ● O eleitor não tem livre
escolha de candidato: só pode votar em quem jurou fidelidade à liderança de
um partido. ● Em recente decisão o STF
definiu que o mandato pertence ao partido. Não ao parlamentar e, muito menos,
aos eleitores que o elegeram. Isso aumenta o poder de coação dos dirigentes
partidários – que não são escolhidos pela Sociedade – sobre o voto dos
parlamentares. ● Uma vez que o partido tem
conseguido cada vez maior poder para infernizar a vida do governante, vende
seu apoio por bom preço. ● Por causa de rixas
partidárias – eufemisticamente rotuladas de divergências ideológicas – os governantes
(presidentes da república, governadores e prefeitos) recusam-se a cooperar
entre si em benefício da população governada. ● Pelo mesmo motivo,
parlamentares criam situações de conflito que impedem a votação de matérias
de interesse público (a chamada "obstrução"). ● Por causa do apetite pelo
poder vemo-nos obrigados a mudar toda a equipe administrativa do país a cada
quatro anos. Nenhuma empresa bem sucedida faz algo parecido. ● Despudoradamente
políticos argumentam que o alto custo das campanhas eleitorais os obrigam a
pedir ou aceitar propinas. Fica a pergunta: por que alguém gastaria em
campanha mais do que pode ganhar em um mandato? ● As reformas políticas
defendidas pelos grandes partidos tendem a concentrar ainda mais o poder do
Legislativo nas mãos de duas ou três pessoas que dividiriam a autoridade com
o Presidente da República. PROPOSTA
● Extinguir os partidos
políticos. ● Substituir Senado, Câmara
dos Deputados, Câmara Distrital, Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores
por Conselhos (um Federal, um para cada Estado, e um para cada Município). ● O número de Conselheiros
em cada esfera seria calculado por critérios estatísticos similares aos
adotados em pesquisas de Opinião Pública, de modo a assegurar representatividade
da amostra. ● Os Conselheiros
Municipais seriam livremente escolhidos pelos eleitores de cada município. ● Cada município indicaria
quais dos seus Conselheiros também participariam do Conselho Estadual. ● Cada estado indicaria
quais dos seus Conselheiros também participariam do Conselho Federal. ● Os Conselheiros
permaneceriam em seus domicílios eleitorais, em contato permanente com suas
Bases Eleitorais, dispensando assim a cara estrutura de assessores
parlamentares. ● As votações ocorreriam pela
Internet (ou outro meio julgado rápido e seguro). SUGESTÕES
a) Os candidatos a Conselheiros deveriam ser
aprovados em concurso público que verificasse sua capacidade de ler e
interpretar textos.
b) Os conselheiros teriam remuneração proporcional
ao número de votos válidos enviados. O valor deste pró-labore seria
estabelecido diretamente pelo Povo (sufrágio universal).
c) Os projetos de lei teriam origem no Poder
Executivo ou na iniciativa popular (1% do respectivo eleitorado).
d) Conselheiros poderiam coordenar e/ou apadrinhar
projetos populares.
e) Recebido um projeto, a Mesa Diretora publicaria
Edital convocando as Partes Interessadas para o Debate. Este seria conduzido
nas dependências usadas hoje pelo Congresso Nacional, Assembléias
Legislativas e Câmaras Municipais, e a participação direta de lobistas seria benvinda.
f) Os debates seriam transmitidos por sistema de TV
interativa e ficariam disponíveis para os Conselheiros enquanto o tema
estivesse em pauta.
g) Terminado o Debate de uma proposta:
1) A Comissão de Propaganda, financiada pelas Partes
Interessadas, organizaria a Campanha Eleitoral (audiovisual).
2) A Comissão de Redação organizaria o texto (ou
textos alternativos) a ser (em) votado (s).
3) A Comissão de Votação montaria a Cédula, uma
espécie de prova com questões do tipo múltipla escolha ou resposta simples
(um número, por exemplo).
4) A Mesa Diretora enviaria aos Conselheiros o
Pacote Eleitoral (Textos, Campanha e Cédula) e marcaria a data e horário da
votação.
5) Os Conselheiros teriam prazo para estudar o
Pacote Eleitoral e discutir as opções com suas Bases Eleitorais.
6) No horário estipulado para votação os Conselheiros
remeteriam as cédulas – previamente preenchidas – pela Internet (ou outro
meio julgado rápido e seguro).
7) Um computador – na Casa do Povo – recepcionaria
as cédulas, processaria as respostas, publicaria o veredicto e calcularia a
remuneração dos Conselheiros.
8) O Texto Aprovado voltaria à Comissão de Redação
para possíveis ajustes.
9) O Texto Final seria novamente votado (agora sem
Campanha Eleitoral) apenas para permitir vetos (totais ou parciais).
BENEFÍCIOS DA
REFORMA POLÍTICA
● Redução de custos com
viagens, moradia, combustível, assessoria. ● Conselho disponível para
deliberação 365 dias por ano. ● Decisões mais afinadas
com o interesse da Sociedade. ● Dificultar os "acordos
de lideranças". ● Impedir as votações
simbólicas e secretas. ● Encerrar as discussões
sobre financiamento público de campanhas eleitorais. ● Acabar com as disputas
internas pela posse de cadeiras no parlamento. ● Acabar com a discussão
interminável sobre fidelidade partidária. ● Uma vez que o Poder individual
de cada Conselheiro fica diminuído pela distância da Capital, reduz-se a
extensão do tráfico de influência. ● Os Conselhos não seriam valhacouto de bandidos. ● Reduzir-se-ia a
influência perniciosa dos escândalos públicos na formação da juventude. ● A atividade dos lobistas seria
transparente, uma vez que a eles caberia advogar publicamente os interesses
das Partes. TEMAS PARA
REFLEXÃO
● A cada votação poderiam
surgir diferentes “partidos” representantes das diversas correntes de opinião
e interesses regionais. Dependendo do tema, um Conselheiro poderia pertencer
a diversos “partidos” – cuja vida seria efêmera. |