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01. Página Inicial02.
Sumário 03.
[Problemas] 05.
A Reforma Social 06.
A Reforma Fiscal 07.
Transição do Sistema Atual para REX 08.
Detalhes do REX 09.
O Câmbio 11.
Reforma da Saúde 14.
Reforma Política 18.
Implantação 19. Desdobramentos 21. Artigos 22. Campanha 23.
Contato |
PROBLEMAS QUE AFLIGEM O BRASIL (em ordem alfabética) (Versão 12/6/2011 04:18) Abismo social (má distribuição de renda) Diferenças de nível socioeconômico são inevitáveis.
Mas a
concentração de uma parte muito grande da riqueza nacional em mãos de muito
poucas pessoas causa tensão social. O Brasil tem a segunda pior distribuição de renda do mundo. O causador
da péssima distribuição da renda é o capitalismo vigente que não só permite,
como até estimula as pessoas a acumular dinheiro. Quanto mais dinheiro se tem, mais fácil é ganhar dinheiro. Solução: a Reforma Social
transfere parte do dinheiro que está em contas da categoria A para contas da categoria C. (Obs.) (Obs.)
Corrupção de alto nível Desviar dinheiro público para contas particulares
não é coisa que se faça. Mas o pior é o mau exemplo. Quando banqueiros,
diretores de grandes empresas, governantes, parlamentares, juízes e ministros
são apanhados com a boca na botija – e não ficam detidos nem um dia – o que
acontece? Acontece que policiais, funcionários de baixo escalão e quaisquer
pessoas que tenham algum poder de decisão sentem-se incentivados a pedir algo
“por fora” para fazer sua obrigação. E boa parte dos brasileiros, apesar de
condenar este procedimento, aceita pagar a propina quando é o seu interesse
que está em jogo. A corrupção reduz a arrecadação de impostos, fazendo com
que as pessoas honestas paguem mais; desestimula a vinda de capital
estrangeiro, que traria riqueza para todos os brasileiros; e corrói a ética e
os bons costumes. Solução: a substituição dos meios de pagamento (cédulas e
moedas) pelo Registro Eletrônico de Transações (REX) permitirá um controle
tão rigoroso das movimentações financeiras que, praticamente, tornará este
crime inviável.(Obs.)
(Obs.) Crescimento tolhido por juros altos, burocracia e
impostos extorsivos Para que a sociedade tenha Bem-Estar é preciso que
disponha de Produtos (fabricados pela indústria) e Serviços diversos. O funcionamento da indústria e do setor de
serviços gera empregos que distribuem a riqueza entre os membros da
sociedade. Se a população aumenta, deve crescer
proporcionalmente a quantidade de produtos e serviços oferecidos. Para que
haja este crescimento há necessidade de investimentos (dinheiro). Como a maior
parte do dinheiro está na mão de poucas pessoas, quase sempre é preciso pedir
emprestado – e pagar com juros. Em
setembro de 2006 o Brasil tinha a maior taxa de juros do mundo. Isto
significa que poucos empresários terão disposição para tomar empréstimos, e
destes, muitos fecharão suas empresas por não conseguirem pagar os débitos. A burocracia que dificulta a abertura de novas
empresas e encarece sua estrutura com inúmeras exigências descabidas é outro
entrave ao crescimento da economia. As empresas que conseguem estabelecer-se e produzir
precisam enfrentar outro grande adversário: a tributação excessiva (uma das
maiores do mundo). Ela força o aumento dos preços, o que reduz o consumo e
desestimula a produção. A falta de crescimento da economia gera desemprego
e preços altos. Solução: a Reforma Fiscal
reduzirá a burocracia e o valor dos impostos. O aumento da quantidade de
dinheiro em circulação forçará os juros para baixo. Também permitirá quitar a
dívida interna e proibir governantes de tomar novos empréstimos. Criminalidade Podemos dividir os crimes dolosos em duas
categorias: Irracionais – crimes passionais, crimes praticados
em série, crimes decorrentes de transtorno mental, etc. As soluções para
estas modalidades estão na esfera psiquiátrica e fogem ao escopo desta
proposta. Patrimoniais – aqueles em que o interesse do
criminoso é auferir ganho financeiro. Na maioria dos casos o criminoso inicia
sua carreira por necessidade e/ou
imitação. Em alguns casos torna-se uma segunda natureza e o cidadão torna-se
irrecuperável. Solução: a Reforma Social
acabará com a miséria (necessidade) que constrói o ambiente doentio
(imitação). A Reforma Monetária facilitará
de tal modo o trabalho repressivo da polícia que tornará inviáveis estas
modalidades de atuação. Em regimes capitalistas precisa-se
de dinheiro pra sobreviver. Para quem não nasceu em berço de ouro, não deu o
golpe do baú nem ganhou na loteria, resta trabalhar para alguém que lhe pague
por isso. Daí concluímos que "emprego é o trabalho que alguém executa
para assegurar a sobrevivência de um grupo de pessoas (a família)". Este
trabalho pode ser degradante, ilícito ou perigoso, e muitas vezes é
desagradável. Alguns aspectos perversos da falta de empregos: reduz a
capacidade de sobrevivência do cidadão; encaminha-o para a prática de
atividades marginais e/ou criminosas; obriga pessoas a aceitar qualquer
trabalho, o que as torna infelizes e propensas ao uso de bebidas alcoólicas.
Alguns grupos sociais são mais atingidos por esta perversão do sistema
econômico: jovens sem experiência, ex-presidiários, pessoas acima dos 45
anos, pessoas próximas de completar as condições para aposentadoria, idosos,
portadores de necessidades especiais, etc. Solução: a Reforma Social
desobrigará as pessoas de aceitar qualquer trabalho. (Obs.) Terão condições de iniciar seus próprios
empreendimentos, de dedicar um tempo maior ao aprimoramento de seus talentos
naturais ou de escolher a natureza e o local do trabalho assalariado que
querem executar. Haverá uma adaptação por parte dos capitalistas. Hoje
decidem soberanamente o que será produzido, em que escala, com que custo e
fixam os salários dos empregados. No Brasil Zero km deverão orientar seus
investimentos de acordo com as tendências vocacionais da população, e
negociar os salários de forma equitativa. Desperdício de recursos públicos
De acordo com a Constituição, o sistema político
adotado no Brasil é a democracia, onde “todo Poder emana do Povo”. Então como
é que uma parte significativa da população vive em condições de penúria,
enquanto um pequeno grupo que não nasceu em berço de ouro, não ganhou a Mega
Sena, não se destaca por competência profissional e nem trabalha, vive
nababescamente? Sua principal diversão (quando não estão contando dinheiro) é
lutar entre si por mais Poder. Oligarquia é o nome desse sistema político.
Para que os caciques destas tribos dominantes fiquem calmos é preciso que
haja rodízio no Poder. Cada recém-empossado tem suas próprias idéias
brilhantes e sente-se na obrigação de atrapalhar os colegas de partidos
diferentes para que não se sobressaiam. Isto produz falta de continuidade
administrativa, obras paralisadas e falta de cooperação entre o governo
federal e os governos estaduais e municipais. Solução: a Reforma Fiscal
confere plena autonomia administrativa a estados e municípios. A Reforma Administrativa instaura a Democracia
Direta (usando a tecnologia só agora disponível) que profissionalizará os cargos
públicos, acabando com as intrigas políticas que trazem prejuízos à
sociedade. Dívida pública O Governo não fecha um trimestre
sem tomar dinheiro emprestado aos bancos. Mesmo quando, mês após mês, bate
recordes de arrecadação de impostos. Parece um vício, mas é uma forma rápida
de "tapar os furos" do orçamento, com a vantagem (para o
governante) que a dívida é repassada ao seu sucessor. Governantes se sucedem,
os empréstimos não são quitados, mas os juros crescem assustadoramente – e
compete a nós, contribuintes, pagá-los. Quase metade do dinheiro arrecadado
pelo Governo é gasto no "serviço da dívida". Solução: a Reforma
Fiscal garante que os governos sempre terão dinheiro para executar as
obras desejadas pela Sociedade, sem precisar recorrer a empréstimos.
Educação Pública inadequada
A Educação tem duas componentes: Ensino e Formação. a) Ensino é a componente da
Educação constituída pelas disciplinas: matemática, história, ciências, etc.
Para ser ministrada precisa-se de salas de aula, laboratórios, equipamento e
– acima de tudo – professores capacitados, bem remunerados e em quantidade
adequada. Testes realizadas por organismos internacionais revelam que o
Brasil tem-se mantido entre os cinco piores países, melhor apenas que nações
africanas que vivem mergulhadas em guerras tribais. b) Formação é a componente da Educação constituída
pelo idioma pátrio, pelas atitudes, costumes, cultura e valores. É
transmitida através do exemplo dos mais velhos (pais, vizinhos, professores,
comerciantes, policiais, políticos, programas de televisão...). Por que
índios comem usando as mãos, ocidentais usam talheres de metal e orientais
usam hashi (pauzinhos)? É tudo uma questão de imitação. Veja, por exemplo, a
questão do idioma. Por que falamos em português? Não é por ser o idioma de
nossos antepassados: o filho de imigrantes japoneses, nascido no Brasil,
talvez até fale japonês; mas, certamente, se comunicará em português como
qualquer outro nativo. E se seus pais insistirem com ele para que se
comunique em grego? De nada adiantará, como de pouco adianta dizer a um
menino favelado que deve ser honesto, pacífico e cumpridor da lei – quando
não é este o “idioma” corrente em sua comunidade. Esta é a parte mais
gravemente enferma da Educação no Brasil, porque para remediá-la precisamos
de bons exemplos e esses demoram a ser "fabricados". Solução: Tempo e dinheiro (propiciado pela Reforma Fiscal) resolvem a parte
do Ensino. Muitas empresas têm criado Departamentos de Responsabilidade
Social que se ocupam em criar áreas de lazer e aprendizado em locais
carentes. É uma providência louvável, mas não é solução do principal
problema, a Formação. Não há uma das reformas aqui propostas que,
individualmente, seja capaz de resolver este problema. É o conjunto delas que
construirá, lentamente, uma nova sociedade que produza melhores cidadãos. Falta de transparência Antigamente chamava-se "obra
de igreja" a edificações que nunca ficavam prontas, porém eram alvo da
coleta de grandes somas. Hoje em dia o termo é "falta de
transparência". Por que as obras administradas pelo governo são mais
caras, mais demoradas e de pior qualidade? Qual a utilidade das caras
estruturas chamadas Tribunais de Contas, se não têm poder algum sobre os maus
administradores? Incompetência Governamental Enganam-se os eleitores que
acreditam poder escolher o melhor candidato a cargos executivos. Para início
de conversa só quem está filiado a partido político pode candidatar-se. A
direção dos partidos acredita (com razão) que as características mais importantes
de um candidato vitorioso são: notoriedade (ser conhecido por muitas pessoas)
e carisma (charme, encanto pessoal, capacidade de projetar uma imagem
simpática). Desportistas, cantores, atores, apresentadores de TV, preenchem –
com folga – estes critérios. Mas seriam bons administradores? O salário pago
aos governantes de um país do tamanho do Brasil é muitíssimo menor do que o
mercado oferece ao principal executivo de grandes empresas. Isto talvez
explique porque presidentes da república têm sido generais, fazendeiros,
médicos, professores e – agora – operário. Não é estranho que falte, nesta
lista de profissões, uma boa quantidade de administradores? Inquietação rural (invasões de terras) Nos movimentos populares pela reforma agrária
podemos ver claramente dois tipos de pessoas: ● os
dirigentes – nem sempre são agricultores, quase sempre são revolucionários,
muitas vezes possuem recursos materiais e ● a massa de manobra – poucos são agricultores,
muitos estão interessados em lucrar com a venda das terras, outros são
desempregados e miseráveis que não saberão o que fazer com a terra que
receberem. Solução: a Reforma Social
dispensará os pobres da submissão aos dirigentes que não terão mais como
promover invasões de terras, bloqueio de estradas e atos de vandalismo.
Produção agrícola é assunto técnico-administrativo, e não político. Sugestão:
em vez de outorgar a propriedade de pequenos lotes a pessoas nem sempre
capacitadas a cultivá-los, por que não ceder em comodato grandes lotes a
cooperativas de lavradores? A destinação inicial da terra seria estabelecida
pelo Governo, que continuaria proprietário e poderia intervir em caso de mau
uso. Justiça de má qualidade
Além de ser um dos piores serviços prestados pelo
Estado ao cidadão, a má qualidade da justiça oferece maus exemplos aos jovens
que passam a acreditar na impunidade e na corrupção. Também alimenta a
indignação e estimula a prática da “justiça particular”. Solução: a Reforma Judiciária
permite a criação de um sistema judiciário econômico, rápido e de qualidade
tão boa quanto é humanamente possível assegurar. Miséria Favelas e moradias rurais sem
saneamento básico (rede de esgoto e água tratada), crianças disputando
alimento com ratos em lixões, mães que descartam recém-nascidos, bebês que
choram de fome, prostituição infantil, exploração de mão de obra infantil,
uso excessivo de bebidas alcoólicas, violência doméstica, mendicância,
moradores de rua, gangues de menores, cracolândia… Este é, sem dúvida, o maior problema do Brasil e atinge dezenas de
milhões de seres humanos: a falta de condições para sobreviver com um mínimo
de dignidade. É uma vergonha moral para o país, além de estimular a violência
e gerar aumento de impostos (para cuidar da saúde e educação dos pobres,
socorrê-los em caso de calamidades, consertar estragos causados por
vandalismo, mantê-los bem comportados – ainda que atrás de grades, etc.). O
desemprego não é causa da miséria, e sim outro subproduto do capitalismo. A
miséria é causada pelo fluxo do dinheiro. Governo e Sociedade transferem
grandes somas para Empresas. Empresas distribuem uma parcela deste dinheiro para seus empregados. Quem não tem emprego
fica fora desta irrigação, impossibilitado de sobreviver. Solução: a Reforma Social
dará a todos os brasileiros – indistintamente e instantaneamente – os meios
financeiros necessários à sobrevivência digna, aqui incluidos alimento,
vestuário, habitação, saúde e educação. Oscilações cambiais
As variações na cotação do dólar permitem que banqueiros
e especuladores aumentem suas fortunas à custa de desemprego, tensão social e
fechamento das empresas que dependem de importação e exportação. Solução: os mecanismos de câmbio propostos estabilizarão a
cotação das moedas estrangeiras blindando o país contra especulação
internacional e crises cambiais. Previdência Social Déficit crônico (falta de
dinheiro), filas, demora na concessão de benefícios, corrupção, burocracia,
greves de funcionários, fraudes, computadores velhos, funcionários despreparados,
dependência de documentos que o segurado não tem condições de preservar… O
desespero e a humilhação sofridos por algumas vítimas deste serviço público
são tão fortes que elas chegam ao ponto de matar! Solução: a Previdência Pública existe para assegurar aos
incapazes meios de sobreviver com dignidade. Como a Reforma
Social assegura esta sobrevivência sem necessidade de burocracia, para
quê INSS? Sistema Único de Saúde
Por um lado a Constituição assegura a todos o
direito a tratamento médico que preserve a vida e a saúde. Por outro, o
dinheiro posto à disposição do SUS é calculado por critérios políticos, que
nada têm a ver com o custo dos serviços que precisam ser executados.
Subtraia-se desse montante as verbas gastas na construção de hospitais e
postos de saúde que são inaugurados por todos os governos, mas não entram em
funcionamento por falta de pessoal; os equipamentos caríssimos que apodrecem
nas embalagens por causa de exigências burocráticas; os medicamentos
superfaturados que são jogados fora por terem ultrapassado a validade…
Sem dúvida alguma, o SUS não é um esquema
sustentável.
Só para raciocinar, dividamos a população em três camadas:
ricos (que têm médicos particulares), classe média (que paga planos de saúde)
e pobres (pessimamente atendidos pelo Sistema Único de Saúde). Digamos que um
administrador excepcional opere o milagre de melhorar o atendimento do SUS.
Pessoas da classe média estarão agora propensas a deixar o plano de saúde
para recorrer ao sistema público, que é gratuito. O aumento da carga de
trabalho fará piorar novamente a qualidade do serviço. Não há dúvida que este
esquema está fadado ao fracasso. Além disso, os Planos de Saúde são
instituições financeiras, mais interessadas em aumentar seus lucros do que em
prestar um serviço médico de qualidade aceitável.
Solução: a Reforma Social
dará a todos os brasileiros condições de escolher o serviço médico que lhes
convenha. Médicos recém-formados oferecerão consultas a preços populares nas
comunidades em que se criaram. À medida que sua agenda se torne lotada,
aumentarão o preço das consultas e – quando tiverem competência para tanto –
mudar-se-ão para áreas mais nobres, abrindo espaço para novos recém-formados.
Tratamento dispendiosos como acidentes, cirurgias não-eletivas e doenças
graves poderão ser pagos com empréstimos obtidos junto a um Fundo de Saúde
mantido pela Sociedade. Não haveria cobrança de juros e as prestações seriam
limitadas a 10% da renda média. Segurança Pública
Assistir ao noticiário da TV chega
a embrulhar o estômago. São tiroteios, chacinas, milícias, pessoas inocentes
vitimadas por balas perdidas, jovens viciados que matam pais e avós para
conseguir dinheiro,
pedofilia, trabalho escravo, exploração de menores, prostituição de crianças
e adolescentes, pais que matam filhos por motivo fútil, estudantes que
agridem e matam colegas e professores dentro das escolas, policiais que matam
– não só cidadãos a quem deveriam proteger – mas até mesmo seus próprios
colegas, roubo de automóveis em quantidade tão grande que chega a
inviabilizar o seguro, roubo de cargas em larga escala, assaltos a bancos e
residências, arrastões em prédios dotados de requintados sistemas de
segurança, assaltos a ônibus em rodovias… a criatividade do mal parece
inesgotável! A ambição (querer mais) é uma característica
endêmica do ser humano. Dependendo da fase que atravessa, a pessoa pode
querer mais afeto, cultura, espiritualidade, liberdade, paz, poder,
reconhecimento, saúde, sexo, sossego, tempo de vida... A maior parte das
pessoas, a maior parte do tempo, quer coisas que podem ser compradas com
dinheiro. A inveja (querer o que outros têm) não é indesejável. Graças a ela
as pessoas dispõem-se a trabalhar pelo que desejam e isso escreve a história.
Os problemas começam quando as pessoas acreditam, equivocadamente, que os
recursos materiais – dinheiro inclusive – são ilimitados. Como ter muito
dinheiro permite ter muitas coisas e não parece haver mal nenhum em ganhar
tanto quanto sua capacidade permita, algumas poucas pessoas privilegiadas
acumulam montanhas de dinheiro, sem se aperceber que cada real a mais em sua
conta-corrente significa um real a menos na mesa de alguém menos capaz.
Quando a quantidade de pessoas marginalizadas cresce a ponto de incomodar os
ricos, estes abrem mão de parte da sua fortuna para contratar e armar alguns
poucos pobres que mantenham a gentalha à distância. E isso funciona, até
chegar o dia em que os marginalizados são multidão, e o Governo (que é a
pobreza armada) – dividido entre os que se identificam com a gentalha
(omissos) e os que acreditam poder integrar-se à nobreza (corruptos) –
torna-se extremamente dispendioso e ineficaz. Presídios maiores e mais
seguros são construídos em grande quantidade para enjaular os líderes da
pobreza. Apenas para serem destruídos por rebeliões – cada vez mais
frequentes e violentas. Os ricos passam a gastar ainda mais fortificando suas
casas, veículos, empresas e contratando serviços de segurança. Estão de tal
forma acostumados a seguir um determinado rumo que não percebem que a causa
do desconforto é o tempo excessivo no mesmo rumo. Sistema Penal O Código Penal prevê duas formas de
punição: o encarceramento e a multa. Ambas são injustas, porque não cogitam
de ressarcir a vítima de suas perdas. Mais da metade do contingente de presos
cumpre pena por pequenos delitos, como furto e agressão (brigas de bar). Em
presídios superlotados convivem intimamente com traficantes de drogas,
assassinos profissionais, e todo tipo de gente perigosa. Como as
penitenciárias são governadas por quadrilhas, estes pequenos delinquentes –
se saírem vivos da cadeia – tornam-se reféns do crime organizado, ficando
obrigados a participar de crimes violentos para poder contribuir com a
"caixinha" das quadrilhas de presidiários. Assim, em vez de
promover a reabilitação do apenado e sua reintegração na sociedade, o sistema
penal funciona como Curso de Aperfeiçoamento em Delinquência. Além do custo,
frequentemente superfaturado, de manutenção das pessoas atrás de grades, as
rebeliões periódicas destroem instalações e edificações cujo reparo custa
mais dinheiro. É um sistema
correcional nada inteligente, para dizer o mínimo. |
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