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01. Página
Inicial
02.
Sumário 03.
Problemas 05.
A Reforma Social 06.
A Reforma Fiscal 07.
[Transição
do Sistema Atual para REX] 08.
Detalhes do REX 09.
O Câmbio 11.
Reforma da Saúde 14.
Reforma Política 18.
Implantação 19. Desdobramentos 21. Artigos 22. Campanha 23. Contato |
TRANSIÇÃO DO SISTEMA ATUAL
PARA O REX (Versão 8/6/2011 09:45) PROCEDIMENTO
A transição será feita em quatro
fases, a saber: Fase I -
Desenvolvimento, teste e instalação da rede de computadores A duração desta fase ainda
não pode ser prevista (algo como um a cinco anos), mas seria aproveitada para
preparar as mudanças necessárias na legislação, calcular o Poder Aquisitivo
Inicial da União, Estados e Municípios (conforme Fase III-B-5 adiante) e
preparar o espírito dos governantes de outros países. Fase II -
Conversão dos meios de pagamento (cédulas, moedas metálicas e moedas
escriturais a critério do Banco Central) em virtuais (V$) Esta fase pode durar de um a três
meses, durante os quais: ● Cada habitante do país
recebe uma c/c REX, mesmo que não tenha dinheiro algum. ● A população recolhe
cédulas e moedas aos bancos, depositando-as em suas respectivas contas. ● Todos os reais em poder
dos bancos são recolhidos ao Banco Central e convertidos em virtuais
(V$ 1,00 = R$ 1,00). ● Ao final desta fase
pode-se, com conhecimento de causa, estabelecer valores para os Níveis de
Sobrevivência e Abastança. Nesta fase a vida econômica segue
sem outras mudanças. Tanto reais quanto virtuais são aceitos como meio de
troca. Fase III - Ajuste de
contas-correntes Esta fase deve durar poucos
minutos, durante os quais o processamento de transações fica suspenso. O que
se segue é o estabelecimento das condições iniciais do jogo (como no Banco
Imobiliário ou Monopoly). Etapa A -
Definição dos jogadores
São apenas dois: Governo (Federal
+ Estaduais + Municipais) e Sociedade Etapa B - Determinação do Poder Aquisitivo
Inicial de cada jogador ● O computador calcula G1 =
soma dos saldos das contas governamentais. ● O computador calcula AB1 =
soma dos saldos das contas de categorias A
e B. ● O computador calcula C1 =
soma dos saldos das contas de categoria C. Fase IV – Complementação de
Saldos e Cálculo do Abono Esta fase tem a duração de poucos
minutos. Como envolve um pouco de matemática, vamos usar um cenário
hipotético (porém razoável) em que: ● Há 200 bilhões de
virtuais no sistema REX. ● O Governo tem 100 bi, mas gostaria de ter 120 (G1 = 100, G = 120). ● Contas A e B têm 70 bi
(AB1 = 70). ● Contas C têm 30 bi (C1 = 30) e precisam de mais 20 bi
(C2 = 20) para inteirar os R$ 500,00. ● Decidiu-se previamente
que a alíquota correspondente à soma dos três Impostos (IF, IE e IM) será de
1%. Etapa A O sistema “emite” e deposita, nas
contas de Governo, os 20 bi que faltam (G2 = 20) para que o Governo tenha 120
bi (G = 120). O sistema “emite” e deposita, nas
contas C, os 20 bi necessários
(C2 = 20, C = 50). Etapa B
O que agora está na mão do Governo
(G = 120) representa 1% da Base Tributável (fazendo de conta que os Impostos
já foram arrecadados para este primeiro período). Logo, o que está na mão da
Sociedade deveria corresponder a 99% (a = 99). Em números, a Base
Tributável (BT) deveria ser BT = a * G = 99 * 120 =
11.880 bi. A Sociedade só tem 120 bi (AB1 +
C) para oferecer à tributação; então precisamos de 11.880 – 120 = 11.760 bilhões de virtuais
adicionais. Etapa C
O sistema “emite” os 11.760
bilhões de virtuais e os deposita em uma c/c REX chamada abono. Preços e salários não são alterados pelo
sistema. Os virtuais do abono só podem ser usados para pagar Impostos e
Contribuição Social. Diariamente uma parte do abono é dada ao Governo
(através dos Impostos) e aos credores da dívida interna (através de um suplemento
do IF). Mensalmente as contas C recebem sua
parte (através da Contribuição Social). É desta forma que o abono é colocado
em circulação normal. Ao fim de alguns anos já não haverá dinheiro na c/c do
abono e o sistema entra na fase de funcionamento estável. Procedendo desta
forma evitamos um excesso absurdo de demanda e possível desabastecimento. TEMAS PARA REFLEXÃO
Doze Trilhões de Reais?! Na Fase IV permitimos ao Governo ter tanto dinheiro quanto deseje. Também permitimos a imposição arbitrária de um teto para os impostos em 1%. Isto produziu a cifra – para alguns absurda – de 12 trilhões de reais. Para quem acha 12 trilhões um
número muito grande (a ser atingido em oito anos) lembramos que em julho de
1993 os meios de pagamento montavam a 452.243 trilhões. Parte significativa
destes 452 quadrilhões eram cédulas e moedas físicas, que custavam dinheiro
para fabricar, manter e administrar. Já os 12 trilhões são apenas um número
na memória de um computador (custo zero). Quanto ao valor de 1% para teto dos
impostos clique aqui para ver
considerações a respeito. Com relação aos anseios
governamentais, devemos considerar que: ● As despesas com
refinanciamento da dívida pública (43% da Receita da União) e Encargos Financeiros
da União (16%) deixarão de existir – imediata ou progressivamente. ● As despesas que não sejam
referentes a salários do funcionalismo serão cortadas pela metade (por causa
da queda geral de preços provocada pela redução dos impostos). ● Os ministérios que
consomem maior quantidade de recursos serão extintos ou muito reduzidos:
Concluindo, podemos cogitar da fixação de um teto maior para os impostos (algo como 5%), prevendo a redução progressiva nos gastos governamentais (o que baixaria os 12 trilhões para 2,4 trilhões). A eliminação dos encargos financeiros e refinanciamento da dívida pública poderá reduzir as necessidades da União já no primeiro mês, redundando em novo valor para o meio circulante (algo como 1 trilhão). O enxugamento dos ministérios cortará mais 20%, levando o meio circulante para 800 bilhões. E, finalmente, a redução das despesas não referentes a salários poderá levar o novo meio circulante a uns 600 ou 700 bilhões. INFLAÇÃO Também há quem ache a
proposição absurda porque “aumentar os meios de pagamento sem correspondente
aumento na produção gera inflação”. Esta proposição, arraigada nas mentes de
muitos economistas, pode até ser válida no cenário atual. Mas o REX modifica
radicalmente o comportamento da economia, como vemos a seguir. Imaginemos uma economia
estável, subitamente pressionada pela elevação do preço dos combustíveis. As
empresas ajustam seus preços, mas – forçadas pela competição – não repassam
imediatamente todo o aumento para os consumidores. Enquanto possível, os
consumidores mudam seus hábitos de modo a manter-se dentro do orçamento. E
quando reivindicam maiores salários, devem esperar pelo resultado de
negociações. Já o Governo, mesmo em épocas de sucessivos recordes de
arrecadação, precisa sempre de mais dinheiro e recorre sem cautela a emissões
ou empréstimos o que – de um modo ou de outro – aumenta os meios de
pagamento, reforçando a perturbação inicial e gerando inflação. O cenário sugerido nesta
Transição é bem diverso. Primeiro, as empresas estarão
em processo de redução de preços e aumento de competitividade, portanto não
haverá encarecimento de bens e serviços. Segundo, não haverá pressão
para aumentos salariais – porque os assalariados desfrutam de gordo aumento
no seu poder aquisitivo. Terceiro, haverá forte aumento
na produção de bens e serviços para atender à demanda gerada por este aumento
de poder aquisitivo da massa assalariada bem como à população antes
miserável, agora transformada em consumidora. Quarto, ainda que o Governo
persista no vício de gastar mais do que o necessário, isto implicará em
redução no poder aquisitivo da sociedade (uma vez que o meio circulante é
estável). Então o Governo não mais reforça, mas sim atenua o efeito da
perturbação inicial. Para finalizar, observemos que
um surto inflacionário porventura instalado na economia esbarrará
inexoravelmente na falta de elasticidade do meio circulante. ISENÇÃO FISCAL x QUITAÇÃO DA DÍVIDA INTERNA Admitindo – para simplificar –
que o Governo precise mensalmente de uma quantia igual a 1% do meio
circulante, e considerando que o abono corresponde a 99 vezes esta quantia,
concluímos que o abono levará 99 meses para secar, o que equivale a oito anos
e três meses. É isso que nos leva a afirmar que desfrutaremos de isenção
fiscal universal nos primeiros oito anos de funcionamento do plano. Por outro lado, existe uma
dívida de alguns trilhões causada pelos empréstimos que o Governo faz junto
aos bancos. Há quem defenda o simples calote desta dívida. Mas, por que ser
mesquinho? Haverá dinheiro suficiente para quitar o débito – à vista!
Considerando que estamos resgatando o compromisso de uma só vez (e não com
“moeda podre”, mas com reais de valor dobrado) será justo pleitear um bom
desconto. DESPIR UM
SANTO PARA VESTIR OUTRO?
Quando
se menciona a expressão “transferência de renda” há quem ache que os ricos
serão espoliados para beneficiar vagabundos. Mas
observe que, a partir do primeiro dia de funcionamento do sistema, todas as pessoas
que tiverem algum dinheiro ficarão com seu poder aquisitivo duplicado (por
causa da queda de preços produzida pela redução tributária). Quem tem
V$ 10.000,00 ficará com R$ 20.000,00. Mas quem tiver
V$ 100.000,00 ganhará outro tanto! Nos primeiros anos do sistema haverá
isenção tributária. E quem será mais beneficiado? Os ricos – que pagam mais
impostos (em valores absolutos)! Durante o período de isenção
tributária o abono injetará na economia alguns trilhões de reais. E como será
a distribuição desta benesse? Os ex-miseráveis receberão, no máximo,
R$ 500,00 mensais. Os assalariados não terão seus salários aumentados.
Os autônomos e profissionais liberais sentir-se-ão, como sempre, pressionados
pela concorrência. Então para onde vai a parte maior do abono? Para as
empresas (comércio, indústria e serviços) que precisarão produzir mais devido
ao ingresso de novos consumidores e ao aumento do poder aquisitivo dos
assalariados. Além disso, digamos que a redução
tributária permitirá reduções de preços da ordem de 50%. Como a demanda
estará aquecida, as empresas poderão aumentar suas margens de lucro,
repassando apenas 45%. Isto significa que venderão muito mais com lucros
maiores! Está bom, ou quer mais? A redução na criminalidade e a
extinção gradual da violência permitirão a todos dispensar blindagem de
carros, sistemas de segurança, guardas pessoais, etc. Quem gasta mais com
estas coisas? E quanto vale a PAZ? Os detentores das contas A não serão
pessoas físicas, porque quem tem dinheiro sobrando investe no mercado de
capitais. Então os maiores saldos pertencerão aos bancos de investimento (que
é para onde convergirá todo dinheiro disponível) e, em poucos casos, a
grandes corporações para as quais R$ 1.000.000,00 é dinheiro miúdo. |